quarta-feira, 18 de junho de 2014

AS PEÇAS


Segue agora a relação das peças que serão as substitutas das originais e a motivação da troca:


Aros do tipo AERO
Aros modelo AERO (freio disco)cor preta: são mais reforçados e modernos, além de colaborar para uma rodagem melhor. Escolhi o modelo específico para freio a disco apenas por estética, já que é todo preto, pois não há a área para contato das sapatas de freio, que é polida. Por outro lado, caso eu queira em algum momento incluir o freio dianteiro, este terá de ser à disco (mais moderno e mais caro), além de incluir uma adaptação para fixar a pinça do disco. Decidi arriscar, mas claramente não pretendo adicionar freio dianteiro. Só o farei se achar que minha segurança nas minhas andanças estiver prejudicada. Os raios também serão trocados. Obs: os escritos em branco nos aros são adesivos e saem com facilidade, tornando o contraste entre as peças pretas da bicicleta e os pneus marrons muito bonito;

Cubo Shimano dianteiro
Cubo dianteiro cor preta: já que vou colocar aros melhores também vou trocar o cubo dianteiro. Mas aqui há um dilema ainda não resolvido - cubo para freio a disco ou cubo tradicional? Melhor dizendo, troco agora logo para o cubo de freio a disco ou troco apenas quando precisar (se precisar)? Estou pensando. A foto apresenta um cubo para freio a disco.


Kit completo do câmbio


Cubo com 3 marchas

Câmbio Shimano Nexus 3V com freio contrapedal: este na verdade é um cubo com marchas internas. São três nesse modelo. Normalmente vem com pinhão 23, mas fiz o pedido para que fosse substituído por um pinhão 19 e ainda comprei um pinhão 16 para o caso de achar muito leve. O câmbio, na verdade é um kit completo, com cabeamento, passador, punhos e demais peças. Acredito que esse equipamento será um diferencial importante na bicicleta. Claro, há outros câmbios para passeio com mais marchas, mas esse ainda não é muito comum nas bicicletas de linha nacionais. Só conheço uma, a Caloi Konstanz, bem feinha por sinal. Este kit está em casa, portanto, não há referência;

Medidas do pneu
Pneus antes da montagem

Pneus marrons de medida 26 x 1.90: esses pneus trazem um aspecto vintage o qual quero dar à bicicleta. Não é fácil de encontrar em lojas de bicicleta por aqui. Acabei comprando pela internet e não me arrependi. Veio numa cor marrom-caramelo muito bonita. Pretendo que combine com os punhos e selim, os quais explicarei mais abaixo. Os pneus também estão comprados.;


Punhos em couro

Punhos de couro marrom: há uns punhos marrons de couro costurados à mão à venda no mercado que são muito interessantes. Eles dão um charme a mais na bicicleta, ainda mais se estiverem num guidão do tipo suéco, ou seja, com as extremidades do guidão voltadas para trás. Aliás, já falando do guidão, no início pretendo deixar o original, mas pode ser que mude de ideia posteriormente;



Selim em couro
Selim em couro marrom: é possível encontrar vários modelos de selins antigos (ou modelos antigos), originais de bicicletas dos anos 40 a 60, nacionais ou estrangeiras. No entanto, estes são caros justamente pela originalidade e não exatamente estão em ótimo estado. Por isso e também pelo conforto, optei por um modelo que é forrado em couro de possui molas, com o luxo de ser confeccionado no estilo matelassê (gomos de couro entre as costuras). Acho que será ideal;
Site da foto: http://olebikes.com/loja/ 


Cobre corrente de metal
Cobre corrente de metal preto: precisei correr atrás de um cobre corrente de metal porque a bicicleta que comprei vem com um de plástico preto sem-vergonha, tanto que veio deformado. Pelo preço pago e por ser o cobre corrente, não me importei, apesar de não esperar que fosse de plástico. De qualquer forma, achei um sujeito na internet que vende exatamente o mesmo modelo para barra circular em várias cores. São modelos recuperados e repintados, prontos para receberem adesivos. Pedi um preto. Está na foto; 


Modelo de farol com dínamo e lanterna

Farol com dínamo e lanterna: Esse equipamento tem uma utilidade relativa, mas completa o estilo vintage juntamente com a mistura de cores e o estilo das outras peças. Há outro modelo sem dínamo, mas com pilhas e leds, mas nesse caso prefiro o anterior. Terei de adquirir alguns detalhes importantes, como a peça de suporte do farol, já que o kit tem uma muito feia, sem acabamento adequado. Ah, este farol é chinês. Os europeus e americanos custam muito dinheiro. Vamos ver se funciona bem...


O selim, os punhos e o conjunto do farol ainda não foram adquiridos, por isso creditei as fotos aos sites onde estão à venda. Contudo, são os modelos que pretendo que façam parte da bicicleta. Deixarei para os meses posteriores.

Essas são as peças que pretendo trocar inicialmente. Há os detalhes como hastes de paralamas e corrente cromados, símbolos de bicicletas antigas e outras que podem ser acrescentadas com o tempo

No próximo post vou relatar a montagem da bicicleta que, por enquanto, está na caixa.
        

A BICICLETA

Após a pequena historinha sobre o porquê da escolha da bicicleta a ser, digamos, vintageada e ao mesmo tempo modernizada, eis a dita:

A bicicleta ainda na caixa

Chegou em casa via transportadora e devidamente encaixotada. Dentro da caixa, o bicicleta estava como na foto abaixo:


Quadro, rodas e demais peças

Fiz a conferência das peças e está tudo aqui. Só achei que deveria haver ao menos uma abraçadeira para o canote do selim, mas veio só o parafuso. Vi que é isso mesmo. Um parafuso que prende a garupa no quadro (lado direito) veio solto na caixa. Resultado: o contato de ferro contra ferro fez um arranhãozinho de um centímetro no quadro ao lado de onde se prende a garupa. Achei o parafuso e o recoloquei no lugar.

As fotos podem suscitar uma pergunta: por quê essa marca e não a mais tradicional (Monark)? Por um simples fator: preço. Essa custou 25% menos para se ter o mesmo rol de peças de mesma qualidade. Além disso, se fosse comprar numa loja de bicicletas (está à venda somente em lojas do entorno e em cidades-satélites, e mesmo assim tem de procurar!), o preço seria de 50% a 100% mais caro. Como vou alterar quase tudo, não valeria a pena.


O INÍCIO

Começo agora mais um blog, minha segunda tentativa de tentar passar a todos algo que me é importante. Este será dedicado a um projeto de customização de uma bicicleta modelo barra circular.


Confesso que nunca pensei a sério nisso, provavelmente assim como você. No entanto, já havia pensado em ter uma bicicleta. Mas eu gostaria de ter algo diferente, com qualidade e ao mesmo tempo que não me custasse os dois ou três mil reais das mountain bikes manjadonas que estão por aí. Ao mesmo tempo, decidi também que privilegiaria o conforto



A segunda surpresa é que eu não arrumei uma, mas comprei uma de cor preta. O motivo? Simplesmente é mais barato comprar uma novinha do que uma fabricada há uns 5 ou 6 anos. Uma dos anos 80 em bom estado custa mais de R$ 1.000,00! Mas ainda não respondi a pergunta que você certamente se fez: por quê logo um "caminhão" desses? Vamos lá.



Em minhas pesquisas (claro que eu iria fuçar a rede para ter ideias), passei a conhecer o mundo das vintage bikes. Lindas e caríssimas. Na verdade, o estilo vintage utiliza-se de quadros e peças atuais que remetem o visual a modelos e cores utilizadas antigamente. Também há um toque forte de modelos europeus que todo mundo vê pela televisão em imagens da Dinamarca, Suécia, Holanda e outros países onde andar de bicicleta no dia-a-dia faz sentido: há conforto, estilo e simplicidade.


Dessa forma, para encerrar o blá-justificativa-para-mim-mesmo, tentei também ser um pouquinho mais original nessa seara vintage: resolvi utilizar um quadro que é produzido no Brasil desde os anos 60, salvo engano, e foi e é único! Pronto, achei uma bicicleta que competia e ganhava mercado de dezenas de marcas de então, nacionais ou importadas, e resiste ainda hoje. Aliás, descobri que muita gente (meninada da periferia com criatividade) customiza as barras circulares de forma, digamos, inusitada, rebaixando a traseira(!!) tanto quanto agrade e brincando com cores, visuais e peças...


Enfim, com a escolha do quadro resolvida, veio a escolha das peças. E aí é por onde este blog será desenvolvido. Contarei tintim-por-tintim a escolha de cada peça e postarei fotos desde a chegada da "kombi das bicicletas" em casa (devidamente empacotada) até o desenvolvimento de sua transformação.



Fiquem atentos!!